Conheça o pequeno conto da televisão por um jovem adulto

televisiontvdornmekaervideoJá ouviu falar de “O pequeno conto da televisão” antes? Nesse artigo vamos relatar o conto sobre televisão no qual explica a trajetória ilustre da TV. Clique para prosseguir. Alguns anos depois que nasci meu pai trouxe para nossa casa uma estranha com o qual se encontrou no centro da cidade. Papai ficou fascinado com a visitante, e logo o convidou para ficar morando em nossa casa. A estranha logo foi aceita como membro da família e estava sempre perto de nós. Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; em minha mente criança, já tinha um lugar muito especial. Meus pais eram instrutores complementares. Minha Mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu Pai me ensinou a obedecer. Mas a estranha… ela era uma grande contadora de histórias. Mantinha-nos atentos durante horas sem fim contando suas aventuras, mistérios e anedotas. Quando eu queria conhecer sobre política, história ou ciência ele sempre tinha as respostas pra mim; entendia o tempo presente e sabia prever o futuro. Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir e me fazia chorar. A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava. Às vezes mamãe se levantava da sala calada e nos deixava ali ouvindo o que a estranha tinha a nos dizer. Ela ia pra cozinha e ficava lá quieta (Hoje não sei se ficava orando para que o estranho fosse embora de nossa casa). Meu Pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las. Nehuma coisa mundana entrava lá em casa – não trazidas por nós, nossos amigos ou parentes. Mas, nossa visitante que se instalou na casa, sempre dizia uma ou outra palavra de quatro letrinhas que fazia nossos ouvidos queimarem, papai tremer e mamãe enrubescer. Meu Pai nunca nos deu permissão para tomar álcool, mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos. Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram, às vezes, evidentes, outros sugestivos e geralmente, vergonhosos. Hoje entendo que meus primeiros conceitos sobre relacionamentos foram fortemente influenciados pela estranha. Porque ela sempre se opunha aos valores de meus pais, e mesmo sendo repreendido nunca foi embora de nossa casa. Já se passaram mais de cinquenta anos desde que a estranha veio morar conosco. Hoje já não exerce tanto fascínio sobre nós como no passado. Mas, se você for à casa de meus pais a encontrará no quarto do casal, tranquilo, esperando que alguém lhe dê atenção ao que quer falar e mostrar. Quer saber seu nome? A chamamos de televisão. É isso mesmo; a intrusa se chama televisão. Atualmente, ela tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Celular e um neto de nome Tablet. A estranha agora tem uma família. E a nossa, será que ainda existe?

Jonathan Silva.

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