Como tirar as Melhores Fotografias Parte – 5: Diafragma

diafragmaO diafragma de um componente é parte do dispositivo interno na objetiva que controla a quantidade de luz que deve entrar e sair do filme, além de proporcionar a obtenção de mais ou menos a profundidade do campo, proporcionando a maior e menor nitidez na frente e atrás do motivo telemetrado no foco dependendo apenas de estar mais aberto ou mais fechado.
É um componente metálico idêntico ao obturador compur, composto de palhetas iguais, difere no sentido de que enquanto o obturador se abre e fecha imediatamente, quando acionamos uma mola, oq ue não acontece com o diafragma que permanece estático. Em geral suas marcações são de: 1.4 – 2 – 2.8 – 4 – 5.6 – 8 – 11 – 16 – 22 - 32, e são conhecidas como número ” f “. Essa numeração é lida inversamente à do obturador pelo fato de se basear em frações do olho humano.
Assim, cada número “f” do diafragma, é igual a metade do anterior e o dobro do posterior, e também são chamados de ” pontos “. Quando abrimos o diafragma em ” 5.6 “, temos a metade da quantidade de luz de ” 4″ e o dobro de ” 8 “, ou, quando fechamos a “16 “, teremos a metade de “11″ e o dobro de ” 22 “. Essa coincidência contrária de ambos os componentes, digamos assim, foi ideada para que pudéssemos mudar as marcações deles de, tal modo que sempre entre pela objetiva a mesma iluminação que é necessária para a gravação da imagem no filme. Por exemplo: quando regulamos uma câmara em 5.6 x 125, se fecharmos dois pontos no diafragma, isto é, para “11″, seremos obrigados a abaixar a velocidade também para dois pontos, isto é, para 30. Se quisermos a mesma quantidade de luz de 8 x 125 com quatro pontos de velocidade a mais, isto é, 2000, teremos que abaixar o diafragma para 2. Resumindo: para obtermos a mesma quantidade luz de uma marcação dos dois componentes, temos que mudar o mesmo número de pontos em ambos, sempre em sentido contrário.
Quando vamos fotografar qualquer coisa, em primeiro lugar devemos pensar no que será mais importante para essa foto: a profundidade de campo ou o congelamento dos movimentos. Ou seja, vamos fotografar uma paisagem e queremos o máximo de nitidez do primeiro plano ao infinito, ou, vamos fotografar algo em movimento como corrida de pedestres, de bicicleta ou de automóvel. No primeiro caso, a profundidade de campo é mais importante e nos obriga a preferir a marcação do diafragma, aceitando a velocidade que lhe corresponde.
No segundo caso, congelamento dos movimentos, escolhemos o obturador e seu número que corresponde de abertura do diafragma. Por esse motivo é que todas as marcações de ambos os equipamentos trazem a característica de ser a metade da anterior e o dobro da posterior.
Porém, se escolhermos uma velocidade ou abertura, e depois, sua correspondente não existe em nossa câmara, devemos subir ou abaixar o número de pontos até encontrarmos o último ou o primeiro do mecanismo contrário. Exemplo: fotografar uma pessoa em movimento em dia nublado. Colocamos 1000 de velocidade no obturador e o fotômetro pede abertura de 1.4, que não existe na objetiva. Abaixamos o número do obturador para 500, que corresponde ao ponto 2 que temos em nosso diafragma. Ou então, marcamos a abertura 22 e o fotômetro nos pede velocidade menor que 1, a última de qualquer obturador. Abaixamos para 16 e podemos usar 1 no obturador. Nesse caso, não podemos esquecer que pequenas velocidades pedem sempre que a câmara esteja firmemente fixada em um tripé.

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